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Cosmologia indígena na arte contemporânea (Conversa)

– Sandra Benites, Xadalu Tupã Jekupé e Andreia Duarte / Participação: Guilherme Marques - corpos dissidentes na MITsp

15/10 às 16h — Vila Flores

Endereço: Rua São Carlos, 753 – Floresta

Entrada franca


Esta atividade conta com Tradução e Interpretação para Língua Brasileira de Sinais — LIBRAS



Sandra Benites (Mato Grosso do Sul, 1975). Professora, pesquisadora e curadora. É descendente do povo Guarani Nhandeva. Em sua atuação nas áreas de educação e de pesquisa foca nas problemáticas do ensino bilíngue indígena e a dificuldade dessa metodologia em abarcar as particularidades e identidade das comunidades guarani. Na curadoria artística, seu foco está em projetos comissionados e instituições museais, promovendo uma mediação entre o universo indígena e não indígena. Graduou-se em 2017 pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no curso de licenciatura intercultural indígena do sul da Mata Atlântica, com enfoque monográfico sobre as discrepâncias entre os processos de formação escolar e os valores comunitários guarani. Obtém título de mestre em antropologia social pelo programa de pós-graduação do Museu Nacional e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pesquisa sobre a educação indígena. Em sua trajetória como educadora e curadora, Sandra Benites busca possibilitar o protagonismo indígena em espaços reticentes à sua atuação, tendo como ponto central a perspectiva de mundo das mulheres indígenas em diversos cenários, atuando como mediadora de culturas e propositora de atividades político-educativas.



Xadalu Tupã Jekupé é um instrumento de Nhanderu Tupã que leva a informação em forma de arte a serviço da comunidade Mbya, seus trabalhos são frutos de conversas em rodas em volta da fogueira com Karai (sábios) de diversas comunidades, levando as visões e inquietações das aldeias para a cidade em forma de arte urbana, mostrando os contrastes sociais entre entre a cultura indígena e a cultura ocidental. Tupã Jekupé também tem o trabalho que transita entre museus e galerias, buscando o máximo da valorização da cultura Guarani Mbya, onde o valor dos trabalhos é dividido com a aldeia. Suas imersões dentro das aldeias buscam a produção das artes visuais dentro da comunidade entre jovens e velhos. Suas oficinas de serigrafia são agraciadas pela comunidade Mbya se tornando umas de sustento com a venda de camisas e postais.



Andreia Duarte é atriz, curadora e diretora artística. Morou cinco anos no Parque Indígena do Xingu com o povo Kamayura e, desde então, trabalha como aliada dos povos indígenas, completando 20 anos de realizações. É doutoranda na Universidade de São Paulo (USP/ECA), estudando o cruzamento entre o teatro e os povos indígenas como espaços de reinvenção da vida. Durante 5 anos foi Coordenadora dos Eixos Reflexivo e Pedagógico da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. Fez a co-curadora do Seminário Perspectivas Anticoloniais na sétima edição da MITsp ao lado dos professores Christine Greiner (PUC) e José Fernando Azevedo (EAD/USP). Curadora do FIT - BH 2022. Diretora artística da Outra Margem, onde realiza diferentes produções: a mostra artística TePI - Teatro e os povos indígenas no formato presencial e plataforma digital; os espetáculos: "Gavião de duas cabeças" direção de Juliana Pautilla, "O silêncio do mundo" com Ailton Krenak (no POA Em Cena); e "Antes do Tempo Existir" com Denilson Baniwa, Rosa Tukano e Lilly Baniwa, Ricardo Alves Jr e Kenia Dias. ; o livro "Teatro e os povos indígenas", em co-curadoria com Naine Terena e a editora N.1. E também realiza com Ailton Krenak o livro "Longa história de negação" pela Cia das Letras e Itaú Cultural, dentre outras.



Fotos:

Sandra Benites por Rodrigo Avelar / Divulgação

Xadalu Tupã Jekupé por Billy Valdez / Divulgação

Andreia Duarte – Arquivo pessoal / Divulgação



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